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Energia - a polêmica da Usina de Belo Monte
 A construção da usina de Belo Monte serviu como ponto de debate em Altamira (Pará), em maio deste ano. Cerca de mil pessoas, entre indígenas de diferentes etnias, ribeirinhos e integrantes de movimentos sociais e da sociedade civil, se reuniram na cidade para participar da reunião que discutiu os projetos de aproveitamento energético do rio Xingu. O foco central da mobilização era a usina hidroelétrica de Belo Monte, uma das obras prioritárias do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC). O evento também tinha como objetivo criar um movimento unificado na bacia do Xingu para discutir as grandes ameaças à região, como o desmatamento, o envenenamento dos rios, os grandes projetos econômicos, o deslocamento forçado das populações tradicionais e indígenas, além de debater sobre o potencial da região para o desenvolvimento sustentado. O encontro teve apoio da Fundação Heinrich Böll Leia aqui uma entrevista com Célio Bermann, professor do Programa de Pós-Graduação em Energia da USP, que conta um pouco das suas impressões sobre o evento e sobre o polêmico tema da energia no Brasil.
Direitos Humanos e a indústria da cana Dando continuidade ao tema dos agrocombustíveis, a Fundação Heinrich Böll apoiou o estudo "Direitos Humanos e a indústria da cana", produzido pela organização parceira Rede Social de Justiça e Direitos Humanos. O trabalho, feito em conjunto com outras organizações, como a Comissão Pastoral da Terra e o MST, e com parcerias acadêmicas, tem como objetivo analisar os impactos do agronegócio e da indústria da cana nos direitos humanos, inclusive os civis, sociais e ambientais, no Brasil. Leia aqui o resumo da publicação ou faça o download completo do estudo. Para se inteirar ainda mais sobre o assunto, leia a entrevista feita com a coordenadora da Rede Social, Maria Luisa Mendonça.
Há 40 anos...
 1968 foi um ano agitado em todo o mundo. Nos Estados Unidos havia movimentos pacifistas (contra a guerra do Vietnã, principalmente) e contra o racismo. Na Europa Ocidental, estudantes se rebelavam contra as autoridades, enquanto no Leste Europeu acontecia a Primavera de Praga. E, no Brasil, que iniciava seu período mais duro da ditadura militar, com censura política e grande repressão policial, os universitários organizavam passeatas contra o governo. [Mais..]
Agrocombustíveis
 Cercado de desconfiança após o pedido de demissão da ex-ministra Marina Silva, que presidia a Convenção sobre Diversidade Biológica da ONU (CDB) e era considerada por todos uma peça-chave nas negociações ambientais multilaterais, o governo brasileiro acabou se tornando alvo das organizações do movimento socioambiental nacional e internacional devido as suas posições frente a temas como os biocombustíveis. Isso tudo aconteceu durante a COP9 ( (9o Encontro das Partes da Convenção de Diversidade Biológica), mas a verdade é que o modo como a política de produção dos biocombustíveis vem sendo conduzida no Brasil já é motivo de crítica há algum tempo. Leia abaixo a polêmica dos agrocombustíveis e a CDB e também o texto sobre uma plenária do Planet Diversity e que trata da suposta relação entre os biocombustíveis e a atual crise dos alimentos. [Mais...]
Mudança da Sede
 Após mais de dez anos em Hackesche Höfe, a Fundação Heinrich Böll se muda para sua nova sede, que agora fica na rua Schumannstrasse, número 8, no centro de Berlim, próxima à estação Friedrichstrasse. [Mais...]
Convenção de Diversidade Biológica
 Após três semanas de intensas negociações, primeiro na MOP4 (4o Encontro das Partes do Protocolo de Cartagena) e depois na COP9 (Nono Encontro da Conferência das Partes da Convenção de Diversidade Biológica), em Bonn (Alemanha) em maio, chega a hora do balanço final. Para a sociedade civil, os avanços foram poucos. Mas também é preciso admitir que foram evitados alguns passos atrás relacionados a temas importantes. No entanto, as discussões sobre um sistema de acesso e repartição de benefícios (o chamado Regime de ABS, na sigla em inglês) para o uso comercial da biodiversidade foram consideradas pela sociedade civil como o único avanço real atingido pela COP9. A boa notícia é que o Regime de ABS finalmente está próximo de ser fechado. A previsão é que em 2010, na próxima COP em Nagoya, no Japão, já esteja pronta uma proposta de sistema global para o acesso comercial à biodiversidade e a repartição dos benefícios gerados através da exploração dos territórios entre e as comunidades e os povos tradicionais. Este é um tema com grande importância nos dias de hoje, uma vez que envolve a produção de remédios e cosméticos, além de fibras, resinas e outros materiais de uso industrial e que são fruto de pesquisas no patrimônio genético da biodiversidade global. E o Brasil, por ser um país megadiverso, desempenha um importante papel dentro deste cenário. Na prática, um acordo de ABS mundial e legalmente vinculante obrigaria todos os países signatários da CDB a criar leis nacionais para regular a repartição de benefícios, além de prever sanções para possíveis descumprimentos das regulamentações. Antes de Nagoya, no entanto, acontecerão outras três reuniões para definir melhor a proposta do regime que será apresentada. [Mais...]
Segundo Congresso dos Global Greens
Do dia 1o ao dia 4 de maio estarão em São Paulo centenas de delegados de mais de 80 países para participar do Segundo Congresso dos Global Greens e discutir como os Verdes do mundo todo podem ter um papel protagonista no combate às mudanças climáticas. [Mais...]
Atenção! Mudança de telefone
Nosso telefone mudou. A partir de agora o escritório da Fundação Heinrich Böll atende pelo número: (0055) 21-3221 9900 |
Clima e Mudanças na Amazônia Brasileira

Nos três últimos dias de fevereiro de 2008, a Fundação Heinrich Böll recebeu representantes locais e atores nacionais e internacionais para debater os temas do desenvolvimento global sustentável e da preservação da Amazônia, tendo como base a prevenção dos efeitos das mudanças climáticas. [Mais...]
O relatório Direitos Humanos no Brasil 2007
Em dezembro último, foi lançado o relatório "Direitos Humanos no Brasil 2007", resultado do trabalho de pesquisa de 28 organizações ligadas à defesa dos direitos humanos e organizado pela Rede Social de Justiça e Direitos Humanos. Um dos destaques do documento é o impacto negativo que a produção de agrocombustíveis terá no meio-ambiente e na soberania alimentar do país. Em um dos capítulos, o assessor político do Conselho Indigenista Missionário, Paulo Malados, relata as violências sofridas pelos povos indígenas no Brasil. Ele apresenta a situação dos Guarani Kaiowá, no Mato Grosso do Sul, que já sofreu com 34 assassinatos, 20 suicídios e centenas de denúncias de conflitos de terra e exploração do trabalho indígena. A população do MS é uma das que sofrem as ações diretas do agronegócio da cana-de-açúcar.
Tenha acesso á publicação completa aqui.
Hidrelétricas e integração
O Inesc (Instituto de Estudos Socioeconômicos), em parceria com a Fundação Heinrich Böll, acaba de lançar a publicação "Integração, usinas hidrelétricas e impactos socioambientais" que tem como um de seus principais objetivos analisar processos de planejamento e execução de grandes obras de infra-estrutura na região do Cone Sul e em denunciar, do ponto de vista do direito e da justiça socioambiental, os efeitos perversos desses empreendimentos sobre populações locais. Ela pode ser acessada aqui, por meio de download, ou no link do site do Inesc
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PUBLICAÇÕES
Direitos Humanos – A questão quilombola e os moradores da Marambaia Com força crescente e recentemente amparadas pela lei, comunidades quilombolas de todo o Brasil lutam para obter o direito às terras de seus antepassados. Como não poderia deixar de ser, essa “briga” por propriedade tem gerado focos de tensão em diversos pontos do país e acaba por expressar a imensa dívida do Estado para com a população negra brasileira. [Mais...]
Caderno Böll: Novo papel do Brasil no mundo x Modelo de desenvolvimento A Fundação Heinrich Böll acaba de publicar o "Caderno Böll", uma compilação de artigos, cujo grande tema é o contraponto entre o chamado “novo papel do Brasil no mundo” e o modelo de desenvolvimento nacional. Com esta publicação, a Fundação, juntamente com seus parceiros, procura mais uma vez lançar mão de uma discussão que possa contribuir para um debate sobre políticas públicas, buscando sempre a redução das desigualdades sociais, de classe, gênero e étnico-racial. O objetivo dos artigos reunidos neste Caderno é um convite à reflexão de questões intrínsecas ao tema da busca pelo crescimento brasileiro e suas conseqüências para a sociedade e o meio ambiente. A publicação pode ser lida aqui por meio de download. Também é possível obter um exemplar entrando em contato com o escritório da Fundação no Rio através do telefone (21) 38521104 ou do email boell@boell.org.br
Biocombustível A Fundação Heinrich Böll em parceria com o GT Energia do FBOMS e o Núcleo Amigos da Terra Brasil lançam a publicação "Agronegócio e biocombustíveis: uma mistura explosiva", cujo objetivo é chamar atenção para os impactos da expansão das monoculturas para a produção de bioenergia. A publicação (com versões em inglês e português e com anexos contendo gráficos e números sobre o tema também nas duas línguas) pode ser obtida por meio download aqui. Ela também será apresentada e distribuída na Rio 6 - World Climate and Energy Event que acontece nos dias 17 e 18 novembro (para maiores informações, cheque o site www.rio6.com), durante o debate "Biocombustível: oportunidades e riscos" promovido pela Fundação. Download publicações (em inglês e em português) e dois panfletos com números e gráficos (também em português e inglês).
MABI - Monopolios Artificiales sobre Bienes Intangilbes (Monopólios Artificiais sobre Bens Comuns) A publicação "Monopolios Artificiales sobre Bienes Intangibles" trata da questão da privatização dos chamados "bens comuns" como a água, as sementes, o ar, as idéias, a matemática, a música, a cultura de uma maneira geral, os conhecimentos dos povos tradicionais, o DNA e a própria vida. [Mais...] |
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