ATUALIDADES
 


 Há 40 anos...

1968 foi um ano agitado em todo o mundo. Nos Estados Unidos havia movimentos pacifistas (contra a guerra do Vietnã, principalmente) e contra o racismo. Na Europa Ocidental, estudantes se rebelavam contra as autoridades, enquanto no Leste Europeu acontecia a Primavera de Praga. E, no Brasil, que iniciava seu período mais duro da ditadura militar, com censura política e grande repressão policial, os universitários organizavam passeatas contra o governo. [Mais..]


 Agrocombustíveis

Cercado de desconfiança após o pedido de demissão da ex-ministra Marina Silva, que presidia a Convenção sobre Diversidade Biológica da ONU (CDB) e era considerada por todos uma peça-chave nas negociações ambientais multilaterais, o governo brasileiro acabou se tornando alvo das organizações do movimento socioambiental nacional e internacional devido as suas posições frente a temas como os biocombustíveis. Isso tudo aconteceu durante a COP9 ( (9o Encontro das Partes da Convenção de Diversidade Biológica), mas a verdade é que o modo como a política de produção dos biocombustíveis vem sendo conduzida no Brasil já é motivo de crítica há algum tempo. Leia abaixo a polêmica dos agrocombustíveis e a CDB e também o texto sobre uma plenária do Planet Diversity e que trata da suposta relação entre os biocombustíveis e a atual crise dos alimentos. [Mais...]


 Mudança da Sede

Após mais de dez anos em Hackesche Höfe, a Fundação Heinrich Böll se muda para sua nova sede, que agora fica na rua Schumannstrasse, número 8, no centro de Berlim, próxima à estação Friedrichstrasse. [
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 Convenção de Diversidade Biológica

Após três semanas de intensas negociações, primeiro na MOP4 (4o Encontro das Partes do Protocolo de Cartagena) e depois na COP9 (Nono Encontro da Conferência das Partes da Convenção de Diversidade Biológica), em Bonn (Alemanha) em maio, chega a hora do balanço final. Para a sociedade civil, os avanços foram poucos. Mas também é preciso admitir que foram evitados alguns passos atrás relacionados a temas importantes.
No entanto, as discussões sobre um sistema de acesso e repartição de benefícios (o chamado Regime de ABS, na sigla em inglês) para o uso comercial da biodiversidade foram consideradas pela sociedade civil como o único avanço real atingido pela COP9. A boa notícia é que o Regime de ABS finalmente está próximo de ser fechado. A previsão é que em 2010, na próxima COP em Nagoya, no Japão, já esteja pronta uma proposta de sistema global para o acesso comercial à biodiversidade e a repartição dos benefícios gerados através da exploração dos territórios entre e as comunidades e os povos tradicionais. Este é um tema com grande importância nos dias de hoje, uma vez que envolve a produção de remédios e cosméticos, além de fibras, resinas e outros materiais de uso industrial e que são fruto de pesquisas no patrimônio genético da biodiversidade global. E o Brasil, por ser um país megadiverso, desempenha um importante papel dentro deste cenário. Na prática, um acordo de ABS mundial e legalmente vinculante obrigaria todos os países signatários da CDB a criar leis nacionais para regular a repartição de benefícios, além de prever sanções para possíveis descumprimentos das regulamentações. Antes de Nagoya, no entanto, acontecerão outras três reuniões para definir melhor a proposta do regime que será apresentada.  [Mais...]



  Segundo Congresso dos Global Greens

Do dia 1o ao dia 4 de maio estarão em São Paulo centenas de delegados de mais de 80 países para participar do Segundo Congresso dos Global Greens e discutir como os Verdes do mundo todo podem ter um papel protagonista no combate às mudanças climáticas. [Mais...]


   Atenção! Mudança de telefone
Nosso telefone mudou. A partir de agora o escritório da Fundação Heinrich Böll atende pelo número: (0055) 21-3221 9900


  Clima e Mudanças na Amazônia Brasileira


Nos três últimos dias de fevereiro de 2008, a Fundação Heinrich Böll recebiu representantes locais e atores nacionais e internacionais para debater os temas do desenvolvimento global sustentável e da preservação da Amazônia, tendo como base a prevenção dos efeitos das mudanças climáticas. [Mais...]

   O relatório Direitos Humanos no Brasil 2007

Em dezembro último, foi lançado o relatório "Direitos Humanos no Brasil 2007", resultado do trabalho de pesquisa de 28 organizações ligadas à defesa dos direitos humanos e organizado pela Rede Social de Justiça e Direitos Humanos. Um dos destaques do documento é o impacto negativo que a produção de agrocombustíveis terá no meio-ambiente e na soberania alimentar do país. Em um dos capítulos, o assessor político do Conselho Indigenista Missionário, Paulo Malados, relata as violências sofridas pelos povos indígenas no Brasil. Ele apresenta a situação dos Guarani Kaiowá, no Mato Grosso do Sul, que já sofreu com 34 assassinatos, 20 suicídios e centenas de denúncias de conflitos de terra e exploração do trabalho indígena. A população do MS é uma das que sofrem as ações diretas do agronegócio da cana-de-açúcar.
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Hidrelétricas e integração

O Inesc (Instituto de Estudos Socioeconômicos), em parceria com a Fundação Heinrich Böll, acaba de lançar a publicação "Integração, usinas hidrelétricas e impactos socioambientais" que tem como um de seus principais objetivos analisar processos de planejamento e execução de grandes obras de infra-estrutura na região do Cone Sul e em denunciar, do ponto de vista do direito e da justiça socioambiental, os efeitos perversos desses empreendimentos sobre populações locais.